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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DRAMA EM TERESINA -PI - dramático ataque de PITBULL

FONTE: http://180graus.com/geral/caso-pitbull-pai-da-crianca-atacada-quer-sacrificar-cao-400024.html

CASO PITBULL: Pai da criança atacada quer sacrificar cão


A tarde de sábado do dia 29 de janeiro de 2011 foi de pânico para uma família e para uma rua inteira do residencial Canadá, bairro Vale Quem Tem, zona Leste de Teresina. Enquanto brincava com outras crianças na rua, a pequena Júlia Beatriz da Silva de apenas 6 anos foi violentamente atacada por Rex, um cachorro Pit bull que por pouco não lhe tirou a vida. Hoje ela está na casa da avó e passa bem. Ainda muito abalada, a menina tem acompanhamento médico e psicológico.

Rex, o cachorro que atacou brutalmente a menina e arrancou-lhe parte do couro cabeludo, foi recolhido apreendido mediante determinação do 11º Distrito Policial. Ele está agora recolhido no Box 06 do centro de Controle de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde. O dono do cachorro Francisco Hermes da Silva é policial militar e deu recomendações que não fossem permitidas imagens do cachorro. Rex está sendo observado por um período de 12 dias para que seja elaborado um laudo.

Jonas Barros Castro Neto, pai da pequena Júlia irá processar o dono do cachorro. Nesta quinta-feira (03/02) ele procurou mais uma vez o Instituto de Medicina Legal para realizar o exame de corpo de delito e ainda fazer a requisição para o exame da filha. Ele está juntando os laudos médicos do hospital ProntoMed, onde a menina ficou internada por quatro dias, ao boletim de ocorrência registrado no 11º DP a fim de processar o dono de Rex por tentativa de homicídio. Ele poderá responder ainda por em processo civil e criminal por lesão corporal. Mas Jonas acredita que isso ainda não será o bastante e afirmou à reportagem do180graus: “Vou lutar para que o cão seja sacrificado”.

CRIANÇA NÃO QUER MAIS VOLTAR PARA CASA
“Ela me pediu chorando: pai, eu não quero voltar para aquela casa”. Foi o que contou o Jonas Barros, com exclusividade ao Maior Portal do Piauí. O pai da garota explica que depois de ter alta, Julia Beatriz está com medo de voltar para casa no residencial Canadá. Ela, traumatizada, está agora morando na casa da avó e o pai já garantiu: “nós vamos sair de lá”. A intenção do representante comercial é de alugar o quando antes um apartamento e vender a casa. “Toda vez que chego na rua de casa passa um filme na minha cabeça. Eu mesmo estou muito abalado com isso tudo”, conta Jonas.

SONHO DE FAZER BALÉ É ADIADO
O pai da menina lembra que ela era uma garota calma, e agora é muito agitada, está sempre em movimento, até mesmo para esquecer o que aconteceu. “Julia fica a todo instante procurando uma distração, brinca com os primos, a avó, tudo para tentar se distrair. Mas toda vez que ela para e fica sozinha começa a chorar. Se espanta facilmente, até quando batem no portão ela fica apreensiva. Ouvir latido de cachorro então, ela se agita bastante”, revela. A menina estava matriculada e já iria iniciar as aulas no próximo dia 09/02. As aulas de inglês, desejo da menina, também estavam marcadas e iriam começar dia 12. O balé, outra paixão de Júlia, também terá de esperar. A menina praticava a dança na escola e já havia conseguido um teste para participar do grupo do Balé de Teresina, mas infelizmente o sonho vai ter de ser adiado.

TODO MUNDO QUERIA SABER COMO ELA ESTÁ
Nesta quarta (02/02) a família de Júlia Beatriz recebeu a equipe ta TV Antena 10. Em casa, depois de passar por vários processos cirúrgicos e levar mais de 50 pontos na cabeça, a menina se recupera aos poucos. Ela teve a pálpebra esquerda dilacerada pelos dentes do cachorro. Depois que a entrevista foi veiculada, o pai de Júlia conta que recebeu ligação da psicóloga aconselhando que ela ainda não fosse exposta à mídia, pois o trauma ainda é visível. Acolhendo a recomendação, a menina recebe apenas visitas de familiares. “Estávamos recebendo uma verdadeira romaria em casa, pessoas querendo saber como ela está, mas tivemos de proibir o contado com a Júlia. Eu e minha esposa conversamos, contamos como ela está, mas não queremos expô-la novamente”, explica.

RUA INTEIRA SE MOBILIZOU PARA SALVAR A PEQUENA JÚLIA
O relógio marcava pouco mais de 17h. A mãe de Júlia Beatriz estava sentada na porta de casa conversando com as vizinhas. A menina brincava com outras crianças quando foi surpreendida pelo cachorro. “Ele primeiro pulou encima dela e a derrubou, nesse golpe ele já atingiu a cabeça dela, quebrou dois dentes e ela começou a sangrar muito”. O cachorro conseguiu escapar quando a dona abriu o portão de casa para poder sair. Ele não ficava preso por correntes, vivia solto na área externa da casa, que é cercada por um muro alto.

“Minha mulher conseguiu levar a menina para dentro de casa, mas o cachorro, seguindo o cheiro da minha filha, foi atrás dela. Eu saí de toalha do banho depois que ouvi a gritaria. Vi que o cachorro estava entrando pela sala e pedi que Júlia fugisse para a casa da vizinha, ainda dentro de casa lutei com o cachorro, dei socos, pontapés, mas ele tem uma força incrível, o cachorro ainda atingiu as minhas nádegas e o braço na hora da briga, perdi até a toalha. Mas antes que minha mulher pudesse fechar o portão, o Pit bull seguiu minha filha e quando ela já estava entrado na casa da vizinha ele pegou ela, foi direto na cabeça”, relata emocionada o pai da menina. Na rua, os vizinhos se desesperaram com a situação, muitos jogaram pedras, pedaços de madeira, mas o cão estava predestinado a atacar a menina. “Ficamos batendo na cabeça dele e nada, e enquanto estávamos desesperados, o dono do cachorro estava em casa, sem fazer nada. Eu já não sabia mais o que fazer”, conta Jonas. Enquanto isso os moradores procuravam de todo modo deter a fera.

PASTOR ALEMÃO VANDAME, O CÃO HERÓI NO CASO
Braulio estava dormindo quando ouviu a gritaria na porta de casa. “Pensei que fosse um assalto, a rua aqui é deserta, nunca imaginei o que realmente estava acontecendo. Quando abri o portão vi o desespero do pessoal tentando deter o Rex. Imediatamente eu peguei dois tijolos e joguei na cabeça dele, mas foi como nada. O cachorro apenas olhou pra mim e voltou a atacar a Júlia. Foi quando lembrei do Vandame, meu cachorro vira lata. Soltei ele e joguei pra cima do Rex. Um instante que ele soltou a menina para brigar com meu cachorro, a mãe dela já tirou a Julia e botou logo dentro do carro para levar pro hospital”, relata o dono do cachorro que salvou a vida da pequena.

PITBULL QUERIA ERA ACABAR COM A MENINA'
Em entrevista ao 180graus na manhã desta quinta o dono do “cachorro herói” Vandame , Braulio Cardoso contou que o seu cão também se feriu na luta. “Ele perdeu um pedaço da orelha, machucou a pata e o focinho”, relata. Vizinho da pequena Julia, ele conta que depois que seu cachorro começou a lutar com Rex, o dono do pit bull apareceu, puxou ele pelas patas traseiras e o colocou dentro de casa. “Tirei ontem o gesso do braço, quebrei minha mão só de dar murro na cabeça do pit bull, mas o cão parecia insaciável, ele queria mesmo acabar com a menina”, conta.

REX NUNCA TINHA SIDO AGRESSIVO
O pai da menina e os vizinhos contam que o policial sempre passeava pela rua com Rex, mas ele nunca tinha se mostrado agressivo. “Eu acho que foi uma fatalidade, a dona do cachorro está grávida e muito abalada com tudo que aconteceu. Ele (Hermes) sempre foi um vizinho bom, nunca tínhamos tido problemas com o cachorro”, relata Braulio, dono de Vandame. E no centro de Zoonoses, até agora, ele ainda não apresentou nenhum sinal de agressividade.
João Pereira, veterinário responsável pelo controle de Zoonoses da FMS nos apresentou a ficha de Rex, um cão Pit bull raça pura de cor creme. Ele está isolado no box 6, longe do contato com outros animais. O médico conta que ele ficará em observação por 12 dias, procedimento padrão sempre que um animal ataca seres humanos. “Fazemos isso para saber se o animal atacou por conta da raiva, caso seja comprovado, sinalizamos aos médicos da vítima para que possam aplicar o tratamento contra a doença”. Rex não reage à aproximação humana, apenas de outros animais, até agora não apresentou salivação excessiva, sequer espuma pelas vias orais, sinais claros de contaminação por raiva. Contudo, ele permanecerá recolhido até que seja liberado pela por força de determinação policial do 11º DP, responsável pela apreensão do animal.

PAI DA GAROTA QUER QUE CÃO SEJA SACRIFICADO
“Esse animal é uma aberração, foi feito pra matar, o pit bull não é um bicho criado por Deus, foi o homem que criou e por isso deve ser extinto. E aquele animal que tacou minha filha, quero que ele seja sacrificado, morto. Ele é uma ameaça”, desabafou Jonas à nossa reportagem. Ainda na próxima semana, o pai de Julia fará um movimento no centro de Teresina. Ele planeja colher assinaturas e pedir que Rex, o pit bull, seja sacrificado, o que só pode ser feito mediante determinação judicial. A decisão de sacrificar o animal é acompanhada por muitos dos vizinhos de Jonas, inclusive por Braulio. “Acho que ele está coberto de razão”, enfatiza. “Eu temo que isso possa acontecer de novo e com outras pessoas, não tenho nada contra o dono do Rex, mas temo pela minha mulher, que está grávida, logo nasce meu filho e ele também ficará sob o risco de ser atacado, é difícil conviver com esta situação, estamos todos assustados” completa afirmando que está do lado do pai da pequena Julia e que dará apoio no que for preciso, ajudando inclusive a colher as assinaturas para o abaixo assinado que pede a morte do cão Pit bull.

LEI MUNICIPAL PODERÁ IMPEDIR CIRCULAÇÃO DE CÃES FEROZES
Desde 2009 Teresina possui uma lei que regulamenta a circulação de cães ferozes pelas ruas da capital, que prevê ainda multa de R$ 100 para os infratores. Pouco divulgada e de autoria do vereador Inácio Carvalho, a lei proíbe a circulação destes animais (Pit bull, Pastores, Rottweiler, etc.) sem uso de coleiras adaptadas com enforcador. Estipula ainda que casa onde estes animais são criados, devem ter muro de no mínimo dois metros e ainda portões fechados, sem uso de grades, para evitar a intimidação de carteiros, funcionários da Eletrobrás e Agespisa, por exemplo. Um dos parágrafos afirma ainda que menores de 18 anos não podem circular com estes animais em via pública. O projeto de lei a ser discutido quer que a circulação deste animais ou seja proibida de vez em áreas residenciais ou, se feita, que os animais usem focinheira, diminuindo assim, chances de ataque à população.

O CÃO PIT BULL
A origem da raça pit bull é datada de antes do século XIX. Nasceu da necessidade que o povo da época tinha de diversão, alimentada por duelos sangüentos que eram feitos inicialmente entre cães e touros. Começaram com o bulldog, misturaram algum sangue de terrier, e produziram os Half and Half, Pit Dogs ou Bull and Terriers. Da Europa estes animais foram trazidos para a América. Estas três raças acima elencadas formaram o que hoje é chamado de Pit Bull. São conhecidos mundialmente pela agressividade e pelo temperamento forte característico da raça, além de serem autoconfiantes. Muitas lendas cercam o animal, uma delas é de que foram criados em laboratório e receberam uma injeção de substancias secretas para torná-lo agressivo. Os defensores, contestam e afirmam que o animal é um cão como outro qualquer e sua personalidade depende de seus criadores e também hereditário, recomendando que o cruzamento dos animais deve ser avaliado para que não se produzam animais ferozes.

OUTROS CASOS DE ATAQUE DE PIT BULL NO BRASIL
No Brasil são muitos os casos envolvendo a raça Pit Bull. No interior de São Paulo, vários ataques foram registrados em um só final de semana. Os alvos também crianças, uma de quatro e outra de apenas dois anos. Os ataques aconteceram na cidade de Araraquara e Rio Claro e as meninas passam bem, mas o trauma abalou as crianças. Nos dois casos, os cães haviam fugido de seus donos. Também no sábado um policial da cidade de Rio Preto teve de atirar contra seu pit bull chamado Sinistro para se defender de um ataque. Em 18 de junho do ano passado, na cidade de Campo Grande (MS) um homem foi morto pelo seu cão pit bull. O corpo foi encontrado no terraço de casa com o tórax dilacerado. Até o trabalho dos Bombeiros foi dificultado, pois o cão, muito agressivo, demorou para ser domado. Também no interior de São Paulo, uma idosa foi morta em menos de cinco minutos por um cão da raça. O caso aconteceu eu junho de 2008 e a senhora quase teve a cabeça arrancada pela fúria do cão.

VEJA A COBERTURA DO 180GRAUS SOBRE O CASO

CRIANÇA ATACADA POR PITBULL JÁ ESTÁ EM CASA. VEJA FOTOS

CÃO QUE MORDEU CRIANÇA É LEVADO PARA CENTRAL ZOONOSES

CRIANÇA TEM A CABEÇA ESMAGADA POR PIT BULL NA ZONA LESTE

REPÓRTER: Apoliana Oliveira




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